Vamos bocejahhhhhhhhhhh, que sono!

Bocejando em 3, 2, 1...

Não vou entrar no mérito de falar sobre como funciona o bocejo, neurologicamente falando. Sei que é uma ação de responsabilidade do córtex pré-motor, onde ficam localizados os neurônios espelhos, apenas. A questão é que o bocejo é um sinal de nossa capacidade de aprendizagem.

Esses neurônios facilitam a explicação do que conhecemos como imprinting. É difícil estudar tal efeito em seres tão complexos como humanos, mas vemos claramente o efeito no clássico exemplo de patinhos que seguem a primeira coisa que se movimenta, ao saírem dos ovos. Vemos então que é uma característica filogenética, inata.

Então quer dizer que podemos afirmar que todo comportamento nosso é fruto de imitação? Não é bem assim, também. Uma série de comportamentos tem sua gênese na imitação, mas posteriormente passam a ser, quase que invariavelmente, controlados por contingências de reforçamento.

Um exemplo que deixa isso bem claro para mim é fruto de acontecimentos no ensino médio. Eu costumava andar com um amigo durante o intervalo, e até encontrarmos um lugar que nos fosse reforçador (calmo, com sombra e longe da multidão), nos vimos várias vezes seguindo o outro. “Para onde a gente está indo?” “Não sei, estou seguindo você.” “Eu também estou seguindo você!”

Não estamos mais no século XV ou XVI. Diferentemente de John Locke, já sabemos que ao nascermos, não somos exatamente uma “tábula rasa”, temos comportamentos inatos (de natureza filogenética), e generalizadamente atribuímos sua importância à sobrevivência. Ou é importante para nossa sobrevivência agora, ou em algum momento na evolução das espécies foi importante e por algum motivo permaneceu em nossa carga genética.

Sabem o exemplo do patinho que segue a primeira coisa itinerante que ele vê? Poderíamos inferir que esse instinto tem função se aglomerar com seus semelhantes, com a mãe se possível, para se protegerem de possíveis predadores e perigos naturais.

Ok, Gabriel, mas o que o bocejo tem a ver com isso? A estampagem também pode ser uma forma de comunicação! O que sentimos quando bocejamos? Vocês podem me ajudar na descrição, mas eu definiria como um estado de relaxamento corporal, de um pré-sono, nunca de extrema excitação e alerta! Tais sensações provocadas ao bocejar implicam em sentimentos de segurança. Sendo assim, é possível cogitar de que o bocejo foi importante para a evolução de diversas espécies, funcionando como parte de um sistema de comunicação, avisando ao outro que o ambiente era tranquilo e seguro, livre de qualquer ameaça, para que pudessem desfrutar de um bom sono de reposição de energia para mais um dia de vida.

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3 comentários em “Vamos bocejahhhhhhhhhhh, que sono!

  1. Adorei o video! E “quem nunca” seguiu alguém que tava te seguindo, né? hahaha
    E ainda tem o “segue o fluxo”.
    PS: não tem nem uma bibliografia, Biel?

  2. […] Sem rigor teórico e científico, apenas com mera especulação e tédio, escrevi sobre uma possível função do bocejo. Estou escrevendo isso e bocejando agora. Esse tal de Pavlov sabia das coisas! [ver post] […]

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