Behaviorismo em Avatar – A Lenda de Aang

Queria eu saber fazer edições coloridas.

Antes de conhecer alguma coisa sobre o behaviorismo, eu já gostava de Avatar. Ao assistir novamente, reparei uma pitada de Skinner na aprendizagem do Aang na dominação de terra.

Para quem não conhece a história, um breve resumo: O mundo é dividido em tribo da água, reino da terra, nação do fogo e nômades do ar. Cada geração tem um Avatar, um espírito redentor evoluído que consegue controlar todos os elementos e que nasce em uma das tribos, de acordo com o ciclo dos elementos.
Na história atual, o Avatar é o Aang, um jovem monge do ar. Sua saga é para aprender a dominar os quatro elementos e derrotar o Senhor do Fogo, acabando com a guerra entre as nações.

Depois de um livro e mais alguns episódios, Aang finalmente encontra uma mestre de dominação de terra que possa o ensinar. A questão é que Toph não é a definição de compatibilidade para o Aang.
Como monge, o jovem avatar preza muito pelo respeito, pela calma e tranquilidade. Já a Toph, como mestre em um elemento bruto e primitivo, traduz sua dominação na rigidez, grosseria, gritaria e ofensas, como mostra o vídeo abaixo:

Punição – Toph from Gabriel Paes de Barros on Vimeo.

Com uma ótica beheca, poderíamos dizer que a Toph utiliza de métodos aversivos para conseguir o que quer. Com gritos e ofensas ela tenta fazer com que os erros do Aang diminuam e ele aprenda a dominar a terra.

Como a Katara, sua amiga e mestre em dominação de água, já havia lido Skinner passado pela experiência de treiná-lo, resolve dar umas dicas para Toph. É quando encontramos, em termos um pouco chulos, uma pitada dos ensinamentos do titio Skinner. Veja o vídeo abaixo:

Katara R+ from Gabriel Paes de Barros on Vimeo.

Minutos depois disso, no episódio, Aang se vê em uma situação que tem que ficar em posição de defesa, perfeita para a dominação de terra. Poderíamos dizer que isso é um “comportamento clinicamente relevante” para Toph, ou apenas que seria um comportamento inicial para, após um processo de modelagem, chegar à dominação de terra.

Veja a situação:

Toph R+ from Gabriel Paes de Barros on Vimeo.

De certa forma, é bem engraçado. Mas podemos ver uma diferença básica entre análise topográfica e análise funcional. Apesar de a Toph continuar com seu jeito bruto de ser, ela reforçou positivamente o posicionamento do Aang e seu enfrentamento nas situações, “você se posicionou contra uma fera doida, e mais impressionante, você se posicionou contra mim. Você é capaz. FAÇA!”

Não é preciso dizer que daí pra frente sujeitar-se às contingências para aprimorar a dominação de terra tornou-se naturalmente reforçador, não é mesmo?

E para quem ainda tinha alguma dúvida sobre a propositalidade do uso da teoria skinneriana, a Katara continua usando o reforço (já temos base para imaginar que estão usando reforço contínuo, não?):

Dominação de Terra Aang from Gabriel Paes de Barros on Vimeo.

Para quem já era fã da série, este foi um extra.

Até a próxima!

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3 comentários em “Behaviorismo em Avatar – A Lenda de Aang

  1. victor Hugo disse:

    O final é demais! auehaehauehuaheauaehu E fez maravilhas! aeuhuaehuaehauue
    Ensinando profissionais da educação! auehuaehuea

  2. […] Eu havia acabado de terminar a terceira temporada de A Lenda de Aang (de novo), e desta vez percebi os toques do titio Skinner no desenho! Com direito a vídeo e tudo, dá uma olhada aí. (ps.: o que mais gostei foi a imagem que eu fiz) ~ [ver post] […]

  3. Rodrigo disse:

    Muito bacana seu texto, Gabriel!

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