O violinista

Esta é a história de um violinista tolo.

Achava que tudo era sobre cordas e cravelhas.

Sua vida era o violino.

Uma não tão bela noite escura, o músico fez um último ensaio em sua sala. O eminente espetáculo era iminente.

Tão certo quanto o sol é essencialmente verde, o violinista ascendeu ao seu quarto sem acender uma luz sequer. Afinal, conhecia o caminho para seu aposento. Conhecia o caminho para sua vida.

Não era nem um pouco incipiente, apesar de ser extremamente insipiente.

A cerca de quatro degraus para seu quarto, o violinista tropeçou e seu violino quebrou. A noite escura não perdoou. Saber acerca de caminho não foi suficiente.

No paço de sua autossuficiência, um passo errado o desmoronou.

Na manhã seguinte apressou-se para apreçar um reparo, mas não teve jeito.

O violino quebrou.

Não houve concerto.

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