Carta aberta ao Movimento Psicanálise, Autismo e Saúde Pública

Este texto é em resposta à Carta aberta ao Fantástico e ao Dr. Dráuzio Varella sobre a série Autismo: Universo Particular.

O Movimento Psicanálise, Autismo e Saúde Pública (MPASP) tem estado na luta para esclarecer vários equívocos midiáticos e no SUS, bem como apresentar o trabalho da psicanálise com autismo. Neste texto, coisas importantes como pensar no comportamento dos pais para com os filhos, afastar-se de qualquer prática segregacionista e também “viabilizar os modos singulares de ser das pessoas com autismo” (trecho do texto). São assuntos extremamente importantes e eu fico feliz em vê-los sendo tratados, principalmente por estudiosos de uma teoria que estuda, basicamente, os processos “intrapsíquicos”. Processos muitas vezes reducionistas e que levam equívocos que demoram a serem esclarecidos, como tratar o autismo como um transtorno puramente emocional, cuja responsável é a imago materna, que não soube dar afeto de maneira apropriada. A famosa “mãe geladeira”.

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O monstro debaixo da cama

Eu vi o texto abaixo no grupo de Análise do Comportamento, no facebook. Queria muito compartilhá-lo, mas era grande demais para o twitter e polêmico demais para o facebook, mas acabou sendo perfeito para o blog.

João estava vendo um psicanalista durante quatro anos para curar o medo que ele tinha de um monstro que ele tinha embaixo da cama. Levou anos sem ele ter uma boa noite de sono. Seu progresso era lento, e ele sabia disso. Então, um dia ele parou de ir ao psicanalista e decidiu tentar algo diferente. Algumas semanas depois, o psicanalista do João encontrou-o num supermercado e Continuar lendo